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sábado, 7 de abril de 2018


JOAQUIM BARBOSA
Será que ele vai mesmo ser candidato?
Sendo eleito será que ele conseguirá mudar todo o sistema politico brasileiro? Terá ele a coragem, os apoios e a força para o fazer?
Há muito tempo que o vejo como a unica possível solução "não militar" para arrumar a casa do Brasil, agora parece finalmente decidir-se a avançar.

Enquanto o Brasil não fizer o seu arrumar de casa, continuará a ser o país do futuro, até ao momento em que se torne inviavel, por ter sido o país de todas as oportunidades perdidas.Com esta Constituição, com este sistema partidario, com estes metodos de financiamento de partidos e politicos, o Brasil caminha para o desastre, seja quem for o Presidente.

sexta-feira, 6 de maio de 2016


O BRASIL E OS MILITARES
Existe saída para o Brasil sem a intervenção dos militares? Cada vez mais dificilmente.
A classe política está na sua quase totalidade descredibilizada, e o pior é que o actual o sistema político não tem quaisquer condições de gerar uma nova classe política, que seja de facto diferente da que existe hoje.
Existem condições reais para uma rápida mudança do sistema político? Existe uma figura nacional que possa liderar uma tal tarefa? Também dificilmente. As poucas personalidades que poderiam ter prestígio para o fazer, não têm nem suficiente experiencia, nem peso político para o poderem concretizar.
É já tempo para os militares? Ainda não, mas é tempo para que se preparem, porque muito provavelmente em breve serão "chamados".
Quão breve? Um ano? Dois? Tudo vai depender do nível do caos a que se chegue. Aí será tempo de, em nome da "unidade territorial" do Brasil, as Forças Armadas avançarem.
Esperemos apenas que desta vez, como Castello Branco já queria que tivesse sido da outra vez, venham apenas para "arrumar a casa" e que depois regressem aos quarteis.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL DE DILMA

São três os grandes desafios de Dilma. Se ela não souber responder-lhes o Brasil arriscará de novo uma solução não Constitucional.

- Conseguir controlar a voracidade de camaradas e aliados, desafio este que as condições da presente vitoria tornam ainda mais difícil.

- Voltar a pôr a economia a funcionar, coisa que não se vê que alguém no PT saiba fazer, a menos que nova onda de subida dos preços das matérias primas venha salvar o partido

- Conquistar as populações das grandes cidades, em especial a juventude, que ela já tinha perdido nas manifestações contra o campeonato do mundo e que os escândalos de corrupção afastam cada vez mais

Em que condições vai o Brasil estar quando dos Jogos Olímpicos de 2016?
Como vai Dilma conseguir chegar a 2018? Qual a solução constitucional se ela não tiver condições para chegar lá?

Há já quem oiça o tilintar das espadas ...



sábado, 26 de março de 2011

O BRASIL ANEXA PORTUGAL?

Esta é a proposta da coluna Lex do FT de hoje.

Dada a dificuldade da Europa em lidar com a crise portuguesa, sugere que o Brasil, que tem uma alta taxa de crescimento, acesso a crédito barato, uma população vinte vezes a portuguesa, e um PIB dez vezes o nosso, anexe Portugal e trate do problema.

E termina "that sounds like a better home than the tired old EU".

O habitual humor britânico, mas quem quiser levar a sério, é aproveitar a visita de Dilma já esta semana, para preparar a nossa integração como vigésimo sétimo Estado da República Federativa.

segunda-feira, 21 de março de 2011

OBAMA, DILMA E A NOVA DIPLOMACIA BRASILEIRA

Obama começou a sua visita à América Latina pelo Brasil, dando ao país um estatuto especial de "potencia amiga", só depois, em Santiago, ele se vai dirigir então ao mundo castelhano das Américas.

Apesar de não ter obtido resultados práticos, a visita consagrou Dilma como uma das grandes do mundo, e veio assim validar a correcção de rota que ela fez em relação aos disparates diplomáticos da equipe de Lula.

A primeira visita de Dilma ao exterior será à China, importante sinal das mudanças no mundo em que vivemos. Longe vão os tempos em que a primeira visita internacional de um Presidente brasileiro era a Portugal, agora resta apenas tentar que quando ela vier à península Ibérica comece por Lisboa, sinais do tempo...

quinta-feira, 10 de março de 2011

BRASIL - TEMPO DE CAMBIO FIXO?

O governo já avisou que vai adoptar um conjunto de medidas destinadas a controlar a valorização do Real, será que isso vai ser suficiente?

O Brasil é o único BRIC com um sistema de cambio flutuante mais ou menos puro, embora a Índia nos últimos anos também se tenha aproximado do mesmo padrão. Isto põe ao país problemas de difícil solução, em especial no contexto da actual crise mundial e das medidas que países como os USA têm tomado, com os consequentes grandes movimentos internacionais de capitais. Àquelas dificuldades juntam-se as comerciais, dado que a imensa maioria do comercio externo brasileiro se verifica com as duas grandes moedas de reserva internacionais (USD e EURO) e com o "super administrado" YUAN.

O cambio determinado por via da flutuação pura em última análise é o resultado da conjugação de dois factores, por um lado do diferencial entre as taxas de juro internas e as "do resto do mundo", e por outro das expectativas em relação à própria valorização cambial, num processo que rapidamente se torna auto-sustentado e tende a desenvolver-se em espiral até ao seu desenlace final.

Dado que não vai ser possível ao Brasil baixar as taxas de juro, resta-lhe baixar as expectativas relativamente ao potencial de valorização da moeda, tarefa que se afigura extremamente difícil seja qual for o pacote de medidas que esteja a ser preparado, salvo no caso de se verificar nos mercados mundiais um crescimento explosivo da aversão ao risco, o que por si só corrigiria a situação.

O dilema para os países nesta situação é sempre entre arriscar na difícil opção da administração do cambio, ou alternativamente, tentar apenas domesticar o cambio flutuante. Depois dos erros feitos até 1999 na administração do cambio, o governo e Banco Central têm reafirmado a sua fé na flutuação, até a nova Presidenta já o fez claramente.

Será que os erros do passado são razão suficiente para afastar a solução do cambio administrado/fixo? Será que o cambio flutuante é domesticável no actual contexto mundial, e das instituições/legislação/capacidade-competitiva brasileiras?

Se não for encontrada uma solução que funcione, o Brasil corre o risco de que a grande festa que tem vivido acabe em enorme frustração. Mais uma vez, como diversas vezes já aconteceu na história do país.
Lula podia não o saber, mas Dilma sabe. Haja esperança.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A APOSENTAÇÃO DE LULA E O IRÃO

Ao aproximar-se o fim do mandato Lula procura afincadamente encontrar um espaço próprio na política mundial para a sua pós presidência.
Lula sabe que depois de ter convivido com todos os grandes do mundo, sendo mesmo um deles, não dá para acabar a vida em S. Bernardo do Campo a jogar futebol e a beber umas cachaças e cervejas com os amigos.

Por outro lado Lula também sabe que não é um intelectual que possa dedicar o seu tempo a ler, investigar, escrever e pôr ideias e papéis em ordem.
Lula é um daqueles fenómenos da natureza com uma intuição e sensibilidade políticas extraordinárias, que não necessita de perder tempo nos detalhes dos processos ou em debates prolongados sobre questões mais ou menos existenciais, ele é apenas um grande emotivo com um enorme sentido de oportunidade que os deuses decidiram bafejar com toda a sorte, depois de se terem arrependido de lhe terem dado um começo tão difícil.
Claro que Lula poderá tentar ser um novo tipo de ex-presidente conferencista, longe das dissertações mais ou menos intelectualizadas, e mais perto do emotivo e do discorrer sobre experiências de vida sem fim que certamente tem, mas também isso parece não lhe chegar. Sobretudo Lula não quer que o mundo o esqueça, perdido em S. Bernardo do Campo.
Foi por isso que Lula tentou colocar-se como medianeiro do conflito Israelo-Palestino, mas foi rejeitado pelas duas partes que claramente não viram qualquer interesse na sua intermediação.

Agora Lula voltou-se para, juntamente com a Turquia, intermediar o problema nuclear Iraniano, parece que as coisas estão a correr bem. É urgente uma solução para este problema, principalmente para os USA que estão metidos num beco sem saída, mas também para o mundo porque não só um conflito armado no Irão seria a catástrofe para a economia mundial, como a nuclearização do Irão iria arrastar a da Arábia Saudita, do Egipto, da Síria, da Turquia e do próprio Brasil, tornando o mundo um lugar ainda mais perigoso. Esperemos que os deuses continuem com Lula.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

BRASIL - SINAIS DE PERIGO?

Inflação, irresponsabilidade político-fiscal, e balança comercial. Os problemas estão de volta?

Embora os dados oficiais continuem a mostrar a inflação controlada, os consumidores queixam-se do disparar dos preços dos bens de primeira necessidade. Mas para quem chega de fora o que mais espanta são os preços totalmente desajustados de alguns produtos e serviços (aliás tal como acontece na Grécia), a título de mero exemplo um café expresso custa em qualquer café de bairro pelo menos 2,5 reais (mais de 1,1 euros) isto na terra do café!, uma hora de estacionamento pode custar 10 reais (mais de 4 euros), e por aí vai, restaurantes, cinemas, etc. Apenas desajustamentos, ou expressão de um problema mais fundo?

A maior contribuição do governo de Fernando Henrique Cardoso para a estabilização do Brasil foi a Lei da Responsabilidade Fiscal, foi ela que permitiu finalmente controlar os gastos e as dívidas dos poderes central, estaduais e municipais, mas agora a irresponsabilidade do Congresso (Câmara e Senado) parece crescente e aprova medidas bilionárias (a última festança é de 60 bi) sem "cabimento" orçamental que obrigarão Lula ao desgaste de ter de as vetar sob risco de voltar a afundar todo o sistema. Meras jogadas eleitorais, ou regresso de velhas práticas?

Apesar do disparar dos preços das comodities a balança comercial começa a apresentar resultados negativos. Questão conjuntural, ou retorno ao eterno ciclo brasileiro - euforia/depressão?

Continuo a pensar, como aliás escrevi há muito tempo atrás (os brasileiros que desculpem o pleonasmo), que o governo deveria ter feito tudo quanto fosse possível para impedir a valorização do real para além dos 2,5 por USD (eu sei que teria sido difícil e totalmente heterodoxo), como isso não aconteceu as importações dispararam, muita produção interna foi inviabilizada e a balança comercial e toda a economia só não derraparam porque os preços de exportação das comodities dispararam.

Caso tivesse sido possível controlar a valorização do real, não só as reservas brasileiras seriam hoje muito maiores do que são, como também o parque industrial seria maior e mais competitivo, e sobretudo o Brasil estaria muito mais imunizado em relação à crise mundial do que de facto está, ou seja, se a crise mundial se agravar os preços das comodities irão despencar e com eles os saldos comerciais brasileiros e as suas reservas, num filme que através da história já se viu muitas vezes. Infelizmente o argumento de que "desta vez é diferente" normalmente não funciona.
Claro que controlar o câmbio e a inflação, sem controle total da despesa pública, era uma missão difícil, mas teria sido a única via de garantir um Brasil à prova de todas as crises.

Julgo que os dois candidatos presidenciais têm ideias concretas, e diferentes das praticadas até aqui, sobre a futura política económica brasileira, em especial José Serra que deve ter essas ideias já muito bem digeridas, agora é só esperar ....

quarta-feira, 5 de maio de 2010

SÃO PAULO

Grande, feia, dura.
Suponha uma mulher assim, grande, feia, mas com qualquer coisa que você não sabe o que é e que o atrai, com o tempo começam a surgir pequenos detalhes curiosos, e depois vem a sensação agradável dada por aquela mistura contraditória de garra e doçura. Então você começa mesmo a ficar preso sem saber bem a quê, e de seguida, quando menos espera, você está pura e simplesmente apaixonado, "se cuide!"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

LITERATURA NO FEMININO II

Enviei o texto anterior à minha amiga Selma Caetano, de S.Paulo, que claramente não gostou e não concordou, mas teve a amabilidade de o não dizer, ela enviou-me também alguns nomes que eu não citei e que aqui vão como correcção: Cintia Moscovitch, Zulmira Tavares e Verônica Stigger, das três apenas conheço a Cintia, mas com a confiança que tenho no julgamento da Selma estou certo que são apostas seguras.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

PORTUGAL/BRASIL - LITERATURA NO FEMININO

A actividade literária foi até há pouco uma actividade essencialmente masculina, até ao séc.XX são muito poucos os vultos literários femininos, e só recentemente as coisas começaram a ficar equilibradas entre os dois sexos.

No entanto esse equilíbrio varia muito de país para país, e se há casos em que o desequilíbrio é facilmente explicável (países muçulmanos, países pobres) outros há em que essa explicação não é tão simples, e para mim, humildemente o digo, o Brasil é um desses casos para que não consigo explicação fácil.

Estou a falar de literatura com L grande, enquanto ao longo do séc XX as literaturas portuguesa e brasileira se foram equivalendo, com vantagens alternadas de um lado e de outro (tema para outro texto), quando pensamos apenas em termos de literatura no feminino as coisas são muito diferentes, e à excepção de Clarisse Lispector, não vejo outras escritoras ou poetas ao nível de uma Espanca ou de uma Agustina, ou mesmo mais recentemente de uma Dulce Cardoso, ou de uma Inês Pedrosa (no romance, que na crónica ela é a maior maçadora do mundo, mas aí a Clara Ferreira Alves é imbatível) ou ainda nas novas esperanças, uma Filipa Martins e até pode ser que a louca da Mónica Marques (carioca) se venha a fazer, e pelo meio temos um conjunto muito grande de boas escritoras, como Hélia Correia, Lídia Jorge, Maria Velho da Costa, etc.

Enquanto que do lado brasileiro o quadro é muito mais limitado, claro que existe uma Lígia Fagundes Telles, claro que temos as outras académicas como Nelida Piñon, Raquel de Queiroz e Zélia Gattai, claro que na nova geração temos Patricia Mello e muitas outras, mas tudo sabe a pouco, ou melhor sabia, porque hoje li "Suite dama da noite" de Manoela Sawitzki e finalmente! uma brasileira da nova geração a escrever a saber a muito!

Este desequilíbrio Portugal/Brasil na literatura feminina, que não corresponde porem a um desinteresse da mulher brasileira pela escrita em si, dado que elas teem um enorme peso nas redacções de todos os meios de comunicação, com grande relevância até em algumas áreas técnicas da economia às finanças (julgo que maior que em Portugal), mas parece apenas derivar de um interesse mais limitado pela escrita criativa.

Esta divagação levou-me a comparar este fenómeno com o que se passa entre os USA e Inglaterra, e curiosamente tenho a mesma sensação, se as literaturas em termos globais se equivalem, já quando falamos de literatura no feminino a vantagem inglesa parece clara, e mais uma vez pergunto, porquê?
CIMPOR-V

Desde o princípio desta OPA que Benjamim Steinbruck tinha accionado o processo junto do CADE (autoridade brasileira de defesa da concorrencia) para limitar o espaço de manobra do "cartel" brasileiro do cimento junto da Cimpor, finalmente o CADE veio tornar públicas disposições que tornam mais difíceis as actuações da Votorantim e da Camargo na cimenteira portuguesa.

Mas em termos práticos nada mudou para os interesses estratégicos da Cimpor, segunda-feira será conhecido o resultado da OPA de Benjamim, depois disso, no caso de ela não ter tido sucesso (33% + 1 acção), ver-se-á se Benjamim vai ou não comprar acções, no mercado ou por negociação directa.

Mas mesmo depois daqueles passos estarem clarificados, só por isso a situação da Cimpor não o estará, e apesar de Faria de Oliveira já ter manifestado claramente que a Caixa se oporá a qualquer forma de desmembramento da empresa, o risco da paralisia estratégica manter-se-à, até que que finalmente a situação se clarifique relativamente às posições dos accionistas brasileiros.

Tempos ainda turvos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CIMPOR - IV

No início era o receio mas também a esperança, agora parece restar apenas o desânimo mais completo.

Era o receio de vermos partir centros de decisão nacionais, mas era também a esperança de um primeiro grande investimento brasileiro fazer uma base em Portugal para actuar a nível mundial, e assim mudar o nosso quadro empresarial, a nossa presença económica global e o nosso, historicamente apenas palavroso, relacionamento com o Brasil.

Tudo parece ter ido por água abaixo, três grandes grupos brasileiros tomam posições na empresa sobretudo para se bloquearem uns aos outros, daqui todos os males podem advir, paralisia, venda de activos, etc.

Será que os nossos problemas de dimensão, agravados pelo individualismo exacerbado de pequenas quintas, e pela visão de curto prazo, levam a que seja impossível Portugal ter uma empresa que seja um player mundial em alguma área?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BMF&BOVESPA - ESTADÃO (transcrição)
A BM&FBovespa anuncia hoje o aumento de sua participação no americano CME Group, a maior bolsa do mundo, de 1,8% para 5% do capital. A operação vai custar à empresa brasileira cerca de US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 1,8 bilhão). As duas instituições também vão desenvolver conjuntamente uma plataforma de negociação para todos os mercados em que atuam: ações, derivativos, câmbio, renda fixa, etc.

Em 2008, a BM&FBovespa e o CME firmaram um acordo que previa, entre outros pontos, que investidores de uma bolsa pudessem fazer negócios na outra. Na ocasião, o CME comprou 5% da bolsa brasileira. Com a transação, que será detalhada hoje, as participações de uma instituição na outra passam a ser iguais.

O CME Group é a maior bolsa do mundo, formada a partir da fusão da Chicago Mercantile Exchange (CME) com a Chicago Board of Trade (CBOT) e a New York Mercantile Exchange (Nymex). Mas, diferentemente da BM&FBovespa, não transaciona ações, apenas derivativos (como contratos futuros de produtos agrícolas e indicadores financeiros).

Desde que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) anunciaram a intenção de se fundir, em março de 2008, analistas especulam que o caminho natural da empresa é a internacionalização. Os especialistas acreditam que, no longo prazo, haverá poucas bolsas no mundo. Nesse ambiente, a BM&FBovespa seria uma das sobreviventes, com forte liderança na América Latina.

Em janeiro do ano passado, a bolsa brasileira já era a quarta maior do mundo em valor de mercado (critério que multiplica o valor da ação pela quantidade de papéis em circulação). À época, valia US$ 12,4 bilhões, atrás justamente da Bolsa de Chicago, da Bolsa de Hong Kong e da Deutsche Borse. Em compensação, já havia ultrapassado a Bolsa de Nova York e a Bolsa de Londres.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CIMPOR III - REVIRAVOLTA?

Segundo o Estado de São Paulo, a Camargo Correia terá adquirido esta noite a posição da família Teixeira Duarte na empresa, o que poderia deixar a empresa brasileira com 25% da Cimpor e seu maior accionista. Se esta informação se confirmar a vida fica ainda mais difícil, senão que impossível, para Benjamim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CIMPOR II

Parece que Benjamim vai ter que abrir os cordões à bolsa bastante mais que o inicialmente previsto, depois da recusa da OPA por parte do CA da Cimpor e, sobretudo, depois da entrada da Votoratin no capital da empresa.
No entanto, se o mercado vier a confirmar a correcção que parece estar a desenhar, OPA´s desta dimensão poderão vir a ser enormemente dificultadas.
DEUS É BRASILEIRO

Não só no futebol, ou no "berço esplêndido", mas também na política, ao longo de toda a sua vida o Brasil teve sempre (ou quase) o chefe de governo certo para cada momento histórico, foi assim no tempo do Império como no da Republica. Tudo como se se tratasse de uma grande peça de teatro em que cada actor surge no tempo exacto para cumprir um determinado papel e depois sai de cena.

Isto é especialmente interessante num continente em que normalmente a regra é o oposto,onde cada presidente é pior que o antecedente.

Até países extraordinários com níveis culturais mais elevados, como é o caso da Argentina, sofrem desse mal, para já não falar da Venezuela ou da Bolívia.

Por isso não estou preocupado com as eleições presidenciais, porque é que iria correr mal desta vez? Salvo se Deus pedir a mudança de nacionalidade.
CIMPOR

Benjamim Steinbruck, grande empresário, com sentido de oportunidade dificilmente igualável, abriu as hostilidades, ele quer o controle da multinacional construída pedaço a pedaço pelo eng Sousa Gomes (acho que foi assim), mas a Votoratim está assustada, ela sabe que não vai ser fácil concorrer com Benjamim no mercado brasileiro.

Tudo leva a crer que vamos ter um bom despique(com bons resultados também para os minoritários, espera-se!).

Mas em toda esta questão o mais interessante é que pela primeira vez um grupo brasileiro vai fazer um grande investimento numa empresa portuguesa (não pelo mercado português mas pelas posições detidas no exterior), se isso se vier a confirmar, vamos ter o grande teste da nossa capacidade de manter centros de decisão entre nós. A ver vamos.

Sobretudo, o que é importante é que não acabe tudo em "pizza" (como dizem os brasileiros),ou seja em negociatas por fora (venda de activos estratégicos), sem quaisquer ganhos para o país nem para os minoritários.
PRONUNCIAR PORTUGUÊS

Esta coisa da língua portuguesa (por favor não digam "falar brasileiro", nem os brasileiros o fazem) é um tema sem fim.

Não quero falar das questões da ortografia (nas quais por deficiência cultural não descortino qualquer interesse),nem das da gramática que desconheço quase totalmente (embora do pouco que tenho visto pelo Brasil, fico com medo que eles tenham a questão melhor estudada do que nós), nem da variação geográfica do sentido das palavras.

O que me preocupa, me espanta e me intriga, é como nós pronunciamos mal, se tivéssemos querido transformar a nossa língua num código de linguagem secreto não teríamos conseguido fazer melhor! (e o mais grave é que eu sou dos piores).

E depois queixamos -nos da má vontade dos espanhóis, brasileiros e outros que não nos percebem, quando nós (tão inteligentes!) compreendemos toda a gente.

Não sei realmente de onde vem esta maneira de falar português como se fosse russo (e esta talvez não tenha sido culpa do partido comunista,)suprimindo quase totalmente essa inutilidade que são as vogais, de uma forma que conseguimos garantir uma enorme dificuldade de qualquer estrangeiro compreender, e mais ainda de falar, esta língua que nós queremos guardar só para nós, projecto esse que os brasileiros boicotam falando uma coisa clara que toda a gente compreende, o que não era suposto e é até perigoso para a soberania nacional (nossa não deles).