quinta-feira, 30 de abril de 2020
CRISE?? QUAL CRISE? O QUE OS MERCADOS DIZEM
Muito estranho o comportamento dos mercados mundiais, com excepçãp do petroleo que teve o colapso que todos conhecemos, os mercados têm-se comportado como se nada de especialmente importante se passasse.
Os principais indices de acções mundiais tiveram uma rapida queda da ordem dos 30 a 40% e depois, quando toda a gente esperava que afundassem, reagiram e subiram em %s iguais às da descida, pelo que agora estão em valores cerca de apenas 10% abaixo dos maximos anteriores, apesar de esses valores terem sido considerados completamente absurdos por muita gente.
O que se passa?
É apenas a intervenção dos Bancos Centrais e de alguns operadores do mercado, que estão artificialmente a aguentar a situação?
Ou será que a enorme crise que se prevê não vai acontecer?
Ao contrario da imagem que a opinião pública tem deles, os famigerados mercados mostram apenas o melhor e o pior da nossa inteligencia colectiva, dos nossos medos e da nossa euforia, da nossa cautela e da nossa ganancia, no entanto, de forma inexplicavel, eles conseguem muitas vezes ver muito para além do que os melhores de todos nós a nível individual conseguem, pelo que é indispensavel dar-lhe sempre o beneficio da dúvida.
Será que os mercados sabem alguma coisa que nós não sabemos?
Talvez seja bom recordar aqui o 11 de Setembro de 2001, o mundo parou estupefacto, muita gente pensou que o nosso mundo tinha acabado, nunca mais a vida voltaria ao normal.
Os mercados financeiros foram então encerrados por 6 dias, quando reabriram os índices de ações tinham caído mais de 10%, o ouro tinha subido mais de trinta, as companhias de aviação e as empresas turisticas tinham caído cerca de 40%.
Em menos de um mês o mercado tinha recuperado todas as perdas eno final do ano estavam já mais de 15% acima, entretanto a vida tinha "regressado a um novo normal" (cheio de rotinas de segurança).
Esta crise será a "mãe de todas as crises" como tem vindo a ser afirmado, ou será "apenas" outro 11 de Setembro?
terça-feira, 21 de abril de 2020
A CORAGEM DE SANCHEZ
E AGORA COSTA??
É necessaria uma boa dose de coragem para, logo a seguir às semanas dramáticas que se viveram em Espanha, começar já amanhâ o processo de normalização da vida economica e social espanhola.
Uma decisão que até se pode dizer temeraria, face aos riscos potenciais envolvidos.
Mas a verdade é que é sempre a necessidade que leva à coragem para a tomada deste tipo de decisões.
Mal Sanchez se tinha sentado na cadeira, á frente do governo de coligação que lhe foi possível, com uma equipe de experiencia e qualidade duvidosas, desabou-lhe uma crise sanitaria de gravidade e dimensões dantescas.
Aquela crise veio juntar-se à crise das autonomias, em especial a da Catalunha, tudo isto em simultaneo com a existencia de uma oposição à direita forte e agressiva, à espera da sua oportunidade e que irá aproveitar qualquer deslize.
Para Sanches ser cauteloso não era sequer uma opção, ele sabe que se a economia desabar por completo, ele desabará com ela.
Pessoalmente julgo que ele poderia ter esperado uma semana mais, não mudava muito o quadro geral.e diminuiria um pouco os riscos. Não foi essa a opção dele, Boa Sorte!
É muito importante para nós que tudo corra bem em Espanha (bem não é perfeito, porque isso seria impossível), por eles, pelo mercado que eles são e, sobretudo, pelo exemplo que serão para nós.
Costa está na posição oposta à de Sanchez, a crise sanitaria tem funcionado a seu favor e, para além da inevitavel crise economica, não existe nenhum outro problema grave que lhe tire o sono, nem mesmo a oposição, que na pratica deixou de existir.
Por isso Costa não vai arriscar nada, está tudo tão bom para ele que, assumir qualquer risco que seja, será sempre um perigo.
Vamos ter que empurrar Costa senão ele apenas se decidirá quando já for demasiado tarde.
É curioso que o primeiro governo europeu a avançar claramente para a normalização, seja o governo mais à esquerda de toda a Europa.
A vida é uma coisa curiosa (agora só faltava Trump adiar a normalização para Junho!!)
COM OS CHINESES INSTALADOS EM ATENAS E ROMA, QUANDO OS RUSSOS CHEGAREM A HELSINQUIA, TALVEZ OS FINLANDESES PERCEBAM PARA O QUE TERIA SERVIDO A SOLIDARIEDADE EUROPEIA
Se não houver solidariedade europeia a China vai aproveitar para "salvar" Italia, o resto do sul é menos importante e pode ficar para depois, nessa altura já controlarão grande parte do Mediterrâneo
O "conforto" das nossas sociedades de consumo habituou-nos à ideia que a guerra é uma coisa que não vai voltar a acontecer por aqui, essa é uma ilusão perigosa, as dinamicas que conduzem ás guerras são eternas. Não digo que estejamos à beira de uma guerra, mas apenas que estamos numa zona de impasse perigosa, que nos pode levar a perder o controle da situação
segunda-feira, 20 de abril de 2020
ODE NEGRA À EUROPA
(ao Conselho Europeu)
(ao Conselho Europeu)
Dizem Eles que graças a ti deixámos de nos matar
nunca mais nos mataremos, uns aos outros, dizem Eles
será assim para sempre, graças a ti ó Nova Europa!
nunca mais nos mataremos, uns aos outros, dizem Eles
será assim para sempre, graças a ti ó Nova Europa!
Ilusão perigosa, miragem, erro ou embuste mesmo?
será verdade que tu, com os teus pequenos passos hesitantes
cada vez mais curtos e confusos
vais ser capaz do milagre da nossa redenção?
será verdade que tu, com os teus pequenos passos hesitantes
cada vez mais curtos e confusos
vais ser capaz do milagre da nossa redenção?
esqueceremos assim todo o passado, todas as traições, todo o sangue, toda a exploração
todos os ódios, todos os enganos, todas as assombrações
e também as religiões, os pecados, as perseguições, as ilusões ainda não perdidas?
todos os egoísmos, todas as invejas, todas as vinganças?
todos os ódios, todos os enganos, todas as assombrações
e também as religiões, os pecados, as perseguições, as ilusões ainda não perdidas?
todos os egoísmos, todas as invejas, todas as vinganças?
Será mesmo que todos eles não mais voltarão, e que nada os ressuscitará?
Não compreendem Eles que o que nos une é, ainda, apenas o conforto?
não será a nossa paz, somente a paz dos confortavelmente instalados?
Numa segurança comprada dia a dia, a prestações se necessário
numa comodidade que nos corrompe, embala, inebria, cega e paralisa
não será a nossa paz, somente a paz dos confortavelmente instalados?
Numa segurança comprada dia a dia, a prestações se necessário
numa comodidade que nos corrompe, embala, inebria, cega e paralisa
Eles, os burocratas, os políticos que mudam a todo o tempo e também os tecnocratas
Eles que da historia têm apenas uma muito vaga ideia
e que do Homem parece nada saberem, julgando que o civilizaram
Eles que dizem conhecer o caminho, Eles sabem sempre tudo, sempre souberam
saberão certamente o caminho deles, quando tudo começar a ruir
Eles que da historia têm apenas uma muito vaga ideia
e que do Homem parece nada saberem, julgando que o civilizaram
Eles que dizem conhecer o caminho, Eles sabem sempre tudo, sempre souberam
saberão certamente o caminho deles, quando tudo começar a ruir
Julgam Eles que o Mundo, respeitosamente, como sempre, esperará por nós?
esse mundo que nos inveja, que respeita parte dos nossos sucessos
mas que também sabe quanto teve de pagar para que eles fossem possíveis?
esse mundo que nos inveja, que respeita parte dos nossos sucessos
mas que também sabe quanto teve de pagar para que eles fossem possíveis?
Julgam Eles que que podemos ainda definir as regras do jogo?
Julgam Eles que podemos ainda regular mesmo a cadencia das coisas e do próprio tempo?
Julgam Eles que podemos ainda regular mesmo a cadencia das coisas e do próprio tempo?
Pensam Eles que sem mudarmos tudo, e rapidamente, o mundo vai parar à nossa espera?
será que o mundo o vai fazer porque contraditoriamente, nos foi invejando
outras vezes desprezando, outras respeitando e até muitas vezes odiando
ou será que o mundo o fará apenas por termos aberto mares, o pensamento, a ciência e as tecnologias?
Apesar das humilhações, da vaidade, e da arrogância que nunca sequer escondemos
será que o mundo o vai fazer porque contraditoriamente, nos foi invejando
outras vezes desprezando, outras respeitando e até muitas vezes odiando
ou será que o mundo o fará apenas por termos aberto mares, o pensamento, a ciência e as tecnologias?
Apesar das humilhações, da vaidade, e da arrogância que nunca sequer escondemos
Será que Eles, os optimistas de serviço, os ignorantes, os ingénuos, os políticos de passagem, as côrtes e sub-côrtes de Bruxelas,
os burocratas, os tecnocratas, e outros, será que todos , todos Eles, julgam que, como ontem
como foi sempre, reverencialmente o mundo esperará por nós, para que tenhamos tempo,
tempo para resolver as nossas querelas internas, de pequenos países ridículos
com os seus egoísmos, os seus passados mal resolvidos e a visão já toldada pela senilidade?
os burocratas, os tecnocratas, e outros, será que todos , todos Eles, julgam que, como ontem
como foi sempre, reverencialmente o mundo esperará por nós, para que tenhamos tempo,
tempo para resolver as nossas querelas internas, de pequenos países ridículos
com os seus egoísmos, os seus passados mal resolvidos e a visão já toldada pela senilidade?
Julgam Eles que teremos sempre tempo, como dantes, muito antes?
Todos sabemos que acabaremos, como romanos, egípcios e outros, antes de nós acabaram
restarão ruínas, pedras, muitas pedras, e historias que parecerão inverosímeis
restarão ruínas, pedras, muitas pedras, e historias que parecerão inverosímeis
Mas porque tem de ser tudo tão rápido? tudo tão incompetente? Tudo tão cego?
Não seria possível deixar que nossos filhos, quem sabe até nossos netos,
não tivessem ainda que ver as nossas terras convertidas numa imensa Síria,
fugindo em hordas que ninguém quererá receber, morrendo pelos caminhos
ou mesmo ainda em casa, em memoria de avós que nada viram, nada compreenderam
além dos seus pequenos interesses do dia seguinte e dos seus negócios, tão urgentes como dispensáveis
Não seria possível deixar que nossos filhos, quem sabe até nossos netos,
não tivessem ainda que ver as nossas terras convertidas numa imensa Síria,
fugindo em hordas que ninguém quererá receber, morrendo pelos caminhos
ou mesmo ainda em casa, em memoria de avós que nada viram, nada compreenderam
além dos seus pequenos interesses do dia seguinte e dos seus negócios, tão urgentes como dispensáveis
Talvez portugueses, ingleses e outros poucos,ainda tenham tempo e arte para se esgueirar pelo Atlântico
como sempre fizeram,
mas mesmo que assim seja, serão apenas tristes jangadas de pedra, feitas de sonhos perdidos
órfãs de irmãos e primos, entretanto mergulhados nas chamas dos infernos
como sempre fizeram,
mas mesmo que assim seja, serão apenas tristes jangadas de pedra, feitas de sonhos perdidos
órfãs de irmãos e primos, entretanto mergulhados nas chamas dos infernos
Como sempre aconteceu aos grandes quando se deixaram tornar irrelevantes
Seremos pasto de dor, bombas, destruição e loucura
Seremos pasto de dor, bombas, destruição e loucura
Então, no meio dos escombros será clara, a pequenês dos nossos egoísmos
e o ridículo das nossas questiúnculas,
filhas dos nossos orgulhos e dos nossos medos, mães da nossa desgraça
nossa dos que aqui ficarem até ao fim, como sempre acreditando que tudo acabará por correr bem
e o ridículo das nossas questiúnculas,
filhas dos nossos orgulhos e dos nossos medos, mães da nossa desgraça
nossa dos que aqui ficarem até ao fim, como sempre acreditando que tudo acabará por correr bem
domingo, 12 de abril de 2020
A HOLANDA VIVE À CONTA DO EURO??
De nada servem as declarações bombásticas contra a Holanda, na verdade eles estão-se "nas tintas", sempre estiveram, a sua moral funciona sob outras regras e sempre se deram bem com isso.
A única coisa que verdadeiramente pode preocupar os holandeses são as consequências nos respectivos bolsos e até agora ninguém tocou nisso de uma forma séria.
A única coisa que verdadeiramente pode preocupar os holandeses são as consequências nos respectivos bolsos e até agora ninguém tocou nisso de uma forma séria.
A Holanda como paraíso fiscal para os lucros de grandes empresas europeias é de facto um problema, mas menor em relação ao que está em causa.
Já me preocupa mais o que a Holanda poderá estar a fazer com as receitas de IVA, pagas por essa Europa fora a companhias "holandesas".
Já me preocupa mais o que a Holanda poderá estar a fazer com as receitas de IVA, pagas por essa Europa fora a companhias "holandesas".
Mas, para além disso e sobretudo, a grande questão é a forma como a Holanda montou uma maquina que lhe permitiu de facto ser a grande beneficiaria do euro no comercio internacional, muito mais ainda do que a Alemanha.
Apesar da Holanda ser um pequeno país comparado com a Alemanha, os seus saldos comerciais intra-europeus (não consigo obter os apenas da zona euro) são cerca de quatro vezes os alemães!! Ou seja, vinte vezes, se considerarmos esses saldos per capita!!
Apesar da Holanda ser um pequeno país comparado com a Alemanha, os seus saldos comerciais intra-europeus (não consigo obter os apenas da zona euro) são cerca de quatro vezes os alemães!! Ou seja, vinte vezes, se considerarmos esses saldos per capita!!
Enquanto os superavits comerciais (mercadorias) intra-europeus da Alemanha foram de 42 e 56 mil milhões em 2018 e 2019, os da Holanda foram de 191 e 192 mil milhões.
Os valores referidos são os actualmente disponíveis para os 11 meses de cada um dos anos, de Janeiro a Novembro, para totalidade dos anos os valores aumentarão cerca de 10% mas a proporção manter-se-á.
Os valores referidos são os actualmente disponíveis para os 11 meses de cada um dos anos, de Janeiro a Novembro, para totalidade dos anos os valores aumentarão cerca de 10% mas a proporção manter-se-á.
É aqui que está o ponto fraco da Holanda, é aqui que se pode obrigá-la a "vergar" e não com declarações piedosas, mais ou menos bombásticas.
É preciso trabalhar, com um trabalho bem feito os aliados serão muitos, para além do grande prejudicado por este estado de coisas que é França, até a Austria e a Finlândia são também prejudicadas.
É necessário finalmente tornar efectiva a penalização dos superavits excessivos dentro da zona euro, o resto é secundário
É preciso trabalhar, com um trabalho bem feito os aliados serão muitos, para além do grande prejudicado por este estado de coisas que é França, até a Austria e a Finlândia são também prejudicadas.
É necessário finalmente tornar efectiva a penalização dos superavits excessivos dentro da zona euro, o resto é secundário
sábado, 11 de abril de 2020
A MORTE
Sobretudo a partir de uma certa idade os nossos diálogos com a morte vão sendo cada vez mais assíduos e intensos, ou melhor, os nossos monólogos em que imaginamos respostas nos silêncios da outra parte.
Claro que em tempos de epidemia essas conversas tornam-se ainda mais habituais, isto embora, como dizia L.F.Celine, o escritor (e médico) maldito, a todo o momento "um cancro qualquer pode estar a destruir-nos por dentro, ânus acima".
Os que têm fé, de qualquer religião, têm a grande vantagem de não ter de falar com a referida Senhora, eles falam apenas e directamente com Deus, que também, julgo eu, não lhes responderá, mas graças à sua fé torna-se fácil acreditar que todos os sinais são respostas Suas.
De entre os mais religiosos, existe o grupo mais puro que anseia por juntar-se ao seu Deus no gozo da vida eterna, ou, sendo muçulmano, às prometidas centenas de virgens. Para todos esses, julgo que raros, a morte será mesmo a grande Meta.
No entanto, para o comum dos crentes as coisas não são assim tão fáceis, torna-se necessário explicar bem, e directamente a Deus, que apesar da enorme ambição de se Lhe juntar, de facto se pensa que talvez ainda não seja o momento certo, existem umas tantas coisas que ainda têm de ser feitas, (muito importantes essas coisas!).
Na verdade crente ou não, esses diálogos devem ser muito parecidos, tentando explicar que o que correu mal afinal teve a sua justificação e que existem ainda muitas coisas que poderá fazer para melhorar o "curriculum", se tiver um pouco mais de tempo.
Mais tempo, algum tempo mais, esse vai passando a ser o grande objectivo..
Ninguém vai dizer que quer esse tempo para fazer mais umas viagens, ou para umas comezainas mais, uns copos, ou mesmo para umas últimas festas, não, nada disso, mais tempo apenas para actividades piedosas, familiares ou socialmente úteis, tudo a bem da comunidade. Promessas essas que durarão tanto tempo quanto o susto.
E assim vamos mantendo os nossos diálogos com Ela. Oobjectivamente diálogos totalmente inúteis, mas talvez haja algum conforto neles, apesar de mais ou menos mórbido
Tudo isto me faz lembrar a estoria de um dos maiores Grão-Mestres da Ordem de Malta, que exerceu o cargo por mais de 30 anos, Frei D. Manuel Pinto da Fonseca, a quem, no seu leito de morte, no final da sua confissão, o confessor lhe pergunta pelo que acontecera com a "Caixa da Esmolas para qualquer coisa.....", isso por ele não ter referido esse facto entre os seus pecados, ao que o Grão Mestre terá respondido: "deixa, que esse assunto eu depois explico lá em cima".
Parece-me que haverá muita gente com muitas coisas para esclarecer, cá em baixo e "lá em cima"
PS - Não sei se este texto pode ser considerado adequado à época.
Escrito enquanto aguardava o resultado do teste ao Covid (negativo)
sexta-feira, 10 de abril de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
COVID - PORTUGAL NÃO ESTÁ BEM
Tenho defendido a utilização de um indicador para medir o nível de "controle da epidemia" em cada país, esse indicador foi o 1º a indicar a reversão da situação na China, depois na Coreia, e também na Europa, com a Alemanha, a Belgica, a Suissa, etc
Há já mais de uma semana, aquele indicador deu essa informação de reversão em relação a Espanha, como aqui referi, e nessa altura também as primeiras indicações de que a situação em Italia começava a melhorar, melhoria essa que se veio a concretizar na passada sexta-feira.
O indicador é obtido pela divisão da soma do nº de mortos e de de casos graves pelo nº de recuperados, seria portanto:
(mortos+graves)/recuperados.
Como os criterios de recolha e divulgação de dados variam de país para país e também ao longo do tempo os resultados têm de ser analisados com cuidado.
Apesar disso até agora apenas no caso da Dinamarca constatei um erro significativo, isto porque durante algum tempo o país se atrasou na informação do nº de recuperados, pelo que quando essa correcção foi feita o indicador passou de muito negativo (acima de 1), para muito positivo.
(mortos+graves)/recuperados.
Como os criterios de recolha e divulgação de dados variam de país para país e também ao longo do tempo os resultados têm de ser analisados com cuidado.
Apesar disso até agora apenas no caso da Dinamarca constatei um erro significativo, isto porque durante algum tempo o país se atrasou na informação do nº de recuperados, pelo que quando essa correcção foi feita o indicador passou de muito negativo (acima de 1), para muito positivo.
Neste momento existe na Europa uma serie de países que, face à informação divulgada, estão numa situação muito negativa, são Portugal, a Holanda, a Suécia, o RU, a Irlanda e a Noruega, isto para além de outros países em que a pouca informação disponivel não permite calculos minimamente seguros.
Em todos aqueles países europeus o nºde mortos somado com o de casos graves é muitas vezes superior ao nº de recuperados.
São apenas problemas de informação estatística ou tratam-se de facto de situações totalmente fora de controle?
Esta dúvida é especialmente importante em relação a Portugal, por sermos o parente pobre desta lista e, portanto, quem terá menos dinheiro para tentar resolver o problema, se ele for real.
São apenas problemas de informação estatística ou tratam-se de facto de situações totalmente fora de controle?
Esta dúvida é especialmente importante em relação a Portugal, por sermos o parente pobre desta lista e, portanto, quem terá menos dinheiro para tentar resolver o problema, se ele for real.
Outro caso interessante são os EUA, onde o descalabro prevísivil ainda não aconteceu, o referido indicador tem andado pouco acima de 1, o que significa que embora o sistema esteja sob enorme stress ainda não entrou em ruptura, este facto, conjugado as melhorias sentidas em NY,, talvez venham a permitir que o anunciado desastre total não aconteça.
domingo, 5 de abril de 2020
NÃO SERÁ O FIM DO MUNDO. MAS É O FIM DE UMA ÉPOCA
Hobsbawm dizia que o Século XIX foi um século longo de 125 anos, que começara com a Revolução Francesa e acabara apenas com a Primeira Guerra Mundial. Já o século XX teria sido muito curto com apenas 75 anos, entre o inicio daquela guerra e a queda do muro de Berlim.
Poderá 2020 vir a ser tão marcante na historia da humanidade que leve os historiadores um dia a dizer que o SecXXI foi o mais curto de todos com apenas 31 anos (1989/2020)?
Ou será que este período de 31 anos é apenas o equivalente aos 43 anos da "Belle Époque" (desde o fim da guerra Franco-Prussiana em 1871 até 1914)?
O que me parece certo é que vamos assistir a uma enorme mudança nas nossas sociedades, "daqui para a frente tudo vai ser diferente" (como dizia a canção).
Poderá 2020 vir a ser tão marcante na historia da humanidade que leve os historiadores um dia a dizer que o SecXXI foi o mais curto de todos com apenas 31 anos (1989/2020)?
Ou será que este período de 31 anos é apenas o equivalente aos 43 anos da "Belle Époque" (desde o fim da guerra Franco-Prussiana em 1871 até 1914)?
O que me parece certo é que vamos assistir a uma enorme mudança nas nossas sociedades, "daqui para a frente tudo vai ser diferente" (como dizia a canção).
Há algum tempo que se avolumavam sinais que indicavam o risco de enormes mudanças, coisas que nos lembravam os anos loucos do inicio do SecXX.
Não eram tanto os níveis de desigualdade, que historicamente já foram mais altos, era mais o culto dos bens de luxo, da ostentação e da futilidade, que atingiram níveis completamente estrato-esfericos.
Eram os relogios de dezenas ou centenas de milhares de euros, os automoveis que passavam o milhão de euros,os aviões privados de dezenas de milhões, ou os yates, as casas e as obras de arte de centenas de milhões, isto para não referir as carteiras, sapatos, vestidos e joias das senhoras, ou as festas privadas também de muitos milhões.
A mesma ostentação da Belle Epoque, mas agora "democratizada", alargada a uma maior percentagem da população e exibida por todos os meios de comunicação, novos e tradicionais.
Sociedades onde se achava normal que um jogador de futebol, assim como outros desportistas e artistas, ganhassem dezenas de milhões de euros por ano.
Isto para além do enriquecimento ilícito, da corrupção e de remunerações milionarias pagas a alguns gestores que apenas criavam valor para eles proprios.
Uma sociedade assim, que simultaneamente destabilizava o mundo de acordo com os seus interesses imediatos, e depois se limitava a procurar conter fora das suas fronteiras os estragos das suas politicas, tinha obviamente de ser uma sociedade doente.
Não eram tanto os níveis de desigualdade, que historicamente já foram mais altos, era mais o culto dos bens de luxo, da ostentação e da futilidade, que atingiram níveis completamente estrato-esfericos.
Eram os relogios de dezenas ou centenas de milhares de euros, os automoveis que passavam o milhão de euros,os aviões privados de dezenas de milhões, ou os yates, as casas e as obras de arte de centenas de milhões, isto para não referir as carteiras, sapatos, vestidos e joias das senhoras, ou as festas privadas também de muitos milhões.
A mesma ostentação da Belle Epoque, mas agora "democratizada", alargada a uma maior percentagem da população e exibida por todos os meios de comunicação, novos e tradicionais.
Sociedades onde se achava normal que um jogador de futebol, assim como outros desportistas e artistas, ganhassem dezenas de milhões de euros por ano.
Isto para além do enriquecimento ilícito, da corrupção e de remunerações milionarias pagas a alguns gestores que apenas criavam valor para eles proprios.
Uma sociedade assim, que simultaneamente destabilizava o mundo de acordo com os seus interesses imediatos, e depois se limitava a procurar conter fora das suas fronteiras os estragos das suas politicas, tinha obviamente de ser uma sociedade doente.
No inicio do SecXX tivemos a Grande Guerra, e já na parte final da guerra veio a ela sobrepor-se a pandemia da "gripe espanhola".
Desta vez corremos o risco de que seja ao contrario, que a guerra venha depois (ou tambem ainda em simultaneo) da pandemia.
Na pandemia da gripe espanhola morreu qualquer coisa entre os 3 e os 6% da população mundial, o que hoje em dia quereria dizer, face à população actual, um valor entre os 200 e os 400 milhões de mortos.
Desta vez corremos o risco de que seja ao contrario, que a guerra venha depois (ou tambem ainda em simultaneo) da pandemia.
Na pandemia da gripe espanhola morreu qualquer coisa entre os 3 e os 6% da população mundial, o que hoje em dia quereria dizer, face à população actual, um valor entre os 200 e os 400 milhões de mortos.
A guerra volta agora a ser um risco em cima da mesa, risco que a todo o custo temos de tentar evitar. As intrigas, as suspeitas, as fake-news, aumentam o risco de um qualquer passo em falso, daqueles que podem arrastar-nos na vertigem dos processos imparaveis.
A pandemia vai trazer fome e mortes, muitas mortes, isto num mundo em que já existem enormes ressentimentos acumulados, entre blocos, entre países e mesmo entre regiões, e também entre grupos sociais e étnicos diversos.
O mundo converteu-se num paiol global e basta um incendiario para que tudo acabe numa fogueira imensa.
Nunca foi necessaria aos politicos tanta visão, determinação, prestígio e bom senso como agora, no entanto, olhando para os actuais líderes politicos dos países mais importantes talvez poucas vezes o cenario tenha sido tão desolador como ele é hoje.
A pandemia vai trazer fome e mortes, muitas mortes, isto num mundo em que já existem enormes ressentimentos acumulados, entre blocos, entre países e mesmo entre regiões, e também entre grupos sociais e étnicos diversos.
O mundo converteu-se num paiol global e basta um incendiario para que tudo acabe numa fogueira imensa.
Nunca foi necessaria aos politicos tanta visão, determinação, prestígio e bom senso como agora, no entanto, olhando para os actuais líderes politicos dos países mais importantes talvez poucas vezes o cenario tenha sido tão desolador como ele é hoje.
É neste quadro, com a nossa diminuta dimensão e importancia, que temos de traçar a nossa estrategia para o caso de o mundo não "pegar fogo".
É por isso que é imperioso que, neste cenario pré-dantesco, logo a partir do inicio de Maio, se comece de forma gradual a reactivar a economia, porque depois tudo poderá ser demasiado tarde.
É por isso que é imperioso que, neste cenario pré-dantesco, logo a partir do inicio de Maio, se comece de forma gradual a reactivar a economia, porque depois tudo poderá ser demasiado tarde.
No meio de tudo isto, a única coisa certa é que a "Belle Époque-2" acabou.
segunda-feira, 30 de março de 2020
SERÁ QUE SÓ AGORA A EPIDEMIA VAI COMEÇAR NO NORTE DA EUROPA?
BOA NOTICIA PARA O FUTURO DA EUROPA?
BOA NOTICIA PARA O FUTURO DA EUROPA?
Na minha visão, na Europa a situação é a seguinte:
No Sul, Espanha parece ter entrado na fase de melhoria, Itália ainda não mas parece estar proxima disso, Portugal ainda está longe de entrar naquela fase.
No Norte/Centro, a Alemanha, Austria, Suiça e até a Belgica, parecem ter a situação sob controle, França e Luxemburgo aproximam-se dos anterioress, já a Holanda, Dinamarca, Noruega, Finlandia, e Suécia, apesar de o nº de mortos ser relativamente baixo, parecem estar longe de ter a situação controlada, têm no entanto a vantagem de ter muito dinheiro para pôr em "cima do problema". (também a Irlanda parece estar neste grupo.
O reino Unido está ainda na fase explosiva, fora de qualquer controle.
O reino Unido está ainda na fase explosiva, fora de qualquer controle.
No Leste, incluíndo aí a Grecia, a situação parece estar bem, mas os nºs são pouco significativos para tirar conclusões
PICOS, PROJEÇÕES, ETC SÃO TUDO EXERCICIOS POUCO INTERESSANTES
Que me desculpem os especialistas mas o indicador mais importante é dado pela formula seguinte:
(nº total de mortos+nº de casos graves) dividido pelo (nº de recuperados)
Se esse valor está acima de 1 a epidemia está em expansão, se abaixo é porque começou a retração, como é evidente quanto mais alto pior (e mais baixo melhor).
Se fizerem estas contas vão ter muitas surpresas, positivas e negativas, como Espanha e a Holanda.
Claro que o indicador só funciona se não forem alterados os criterios "para ficar bem na fotografia". Tambem outros factores como um novo surto noutra região podem vir a falsear o indicador.
(nº total de mortos+nº de casos graves) dividido pelo (nº de recuperados)
Se esse valor está acima de 1 a epidemia está em expansão, se abaixo é porque começou a retração, como é evidente quanto mais alto pior (e mais baixo melhor).
Se fizerem estas contas vão ter muitas surpresas, positivas e negativas, como Espanha e a Holanda.
Claro que o indicador só funciona se não forem alterados os criterios "para ficar bem na fotografia". Tambem outros factores como um novo surto noutra região podem vir a falsear o indicador.
domingo, 29 de março de 2020
REGRESSAR À NORMALIDADE EM MAIO!
É NECESSARIO COMEÇAR JÁ A PREPARAÇÃO!
É NECESSARIO COMEÇAR JÁ A PREPARAÇÃO!
Segundo um estudo feito pelo NYT, existe uma curva clara que representa a diminuição do nº de casos e o do nº de mortos,em função do nº de dias de "contenção".
Em termos resumidos, teríamos para os diferentes períodos de contenção, as seguintes %s de redução dos nºs de casos e de mortos:
Em termos resumidos, teríamos para os diferentes períodos de contenção, as seguintes %s de redução dos nºs de casos e de mortos:
- 15 Dias -22% de casos e -25% de mortos
- 30 Dias -52% de casos e -54% de mortos
- 45 Dias -72% de casos e -82% de mortos
- 60 Dias -92% de casos e -95% de mortos
- 90 Dias -98% de casos e -99% de mortos
- 30 Dias -52% de casos e -54% de mortos
- 45 Dias -72% de casos e -82% de mortos
- 60 Dias -92% de casos e -95% de mortos
- 90 Dias -98% de casos e -99% de mortos
Sendo assim, com as duas semanas de contenção, já teremos reduzido os nºs de casos e de mortos em cerca de 22/25%
Olhando para o quadro é evidente que o ideal seria uma contenção de 90 dias, no entanto essa é apenas uma conclusão matematica, pois com uma contenção de 90 dias já a economia estaria totalmente destruída.
Olhando para o quadro é evidente que o ideal seria uma contenção de 90 dias, no entanto essa é apenas uma conclusão matematica, pois com uma contenção de 90 dias já a economia estaria totalmente destruída.
Muito antes daqueles noventa dias, já teríamos fome, motins e uma economia de tal forma destruída que levaria muitos anos a recuperar, pelo que sendo em teoria esse o cenario ideal na pratica ele não existe, ele conduziria a muito mais morte e destruição do que qualquer dos outros.
Por tudo isso, para mim parece-me claro que a solução de compromisso possível é a dos 45 dias de contenção, devendo nós a partir dessa data entrarmos em normalização gradual e controlada.
No entanto, até àquela data não podemos facilitar na contenção, pelo contrario, temos mesmo de a reforçar ao maximo, para depois poder ir abrindo de forma mais segura.
Começar a normalização no inicio de Maio, implica começar desde já a respectiva preparação, incluindo a realização a nível nacional de testes para determinar o nível de imunidade da nossa populaçã e depois, a divulgação de toda a estrategia a seguir, tudo isso já no inico da 2ªquinzena de Abril.
No entanto, até àquela data não podemos facilitar na contenção, pelo contrario, temos mesmo de a reforçar ao maximo, para depois poder ir abrindo de forma mais segura.
Começar a normalização no inicio de Maio, implica começar desde já a respectiva preparação, incluindo a realização a nível nacional de testes para determinar o nível de imunidade da nossa populaçã e depois, a divulgação de toda a estrategia a seguir, tudo isso já no inico da 2ªquinzena de Abril.
O modelo apresentado foi feito para os EUA e pode ainda vir a ser revisto, de qualquer forma ele é uma boa representação das opções que se nos poêm face ao conhecimento actual, conhecimento esse que pode ser melhorado e adaptado à realidade nacional, de qualquer modo é duvidoso que se venha a chegar a concluões radicalmente diferentes.
Julgo que apenas em caso de se virem a alterar de forma substancial os pressupostos deste racicínio, se poderia pensar em alterar de forma sigmificativa a data do inicio da normalização.
Voltarei a este assunto, sobretudo à normalização e às formas como o país pode tentar transformar este desastre numa oportunidade.
sábado, 28 de março de 2020
QUE SE PASSA COM A HOLANDA, BELGICA, SUIÇA E FRANÇA??
SERÁ QUE O MINISTRO HOLANDÊS DEU ORDEM DE EXTERMÍNIO?
COMO EXPLICAR QUE O Nº DE MORTOS SEJA 7 VEZES O DA ALEMANHA?
SERÁ QUE O MINISTRO HOLANDÊS DEU ORDEM DE EXTERMÍNIO?
COMO EXPLICAR QUE O Nº DE MORTOS SEJA 7 VEZES O DA ALEMANHA?
Para além dos casos de Italia e de Espanha que estão totalmente fora de controle, com 151 e 106 mortes por milhão de habitantes, atrás destes dois países vem um estranho pelotão com nºs também muito altos, entre os 24 da Suissa e os 32 da Holanda (em que está também o Luxemburgo)..
No resto do mundo apenas o Irão com os seus 28 mortos por milhão de habitantes está proximo daqueles valores.
Que se passa naqueles países ricos da Europa?
No resto do mundo apenas o Irão com os seus 28 mortos por milhão de habitantes está proximo daqueles valores.
Que se passa naqueles países ricos da Europa?
sexta-feira, 27 de março de 2020
quinta-feira, 26 de março de 2020
TESTES PARA QUÊ???
É LOGICO QUE A % DE DE INFECTADOS NOS TESTES ESTEJA A AUMENTAR, ASSIM TEM DE SER, SÓ É PENA QUE AINDA NÃO SEJA DE 70%
Agora existe a psicose dos testes, quanto a mim eles são indispensaveis mas face a três criterios absolutos que não têm sido respeitados:
- a todas as pessoas vindas do estrangeiro
- a todos os casos suspeitos
- para amostragem do nivel imunidade, porque esse nível é importante para definir a politica de normalização
- a todas as pessoas vindas do estrangeiro
- a todos os casos suspeitos
- para amostragem do nivel imunidade, porque esse nível é importante para definir a politica de normalização
PREPARAR! ESTÃO PRONTOS? LARGAAAR !!!!
Lembram-se?
Era assim quando nós eramos miúdos, entretanto a formula pode ter mudado mas a ideia mantem-se.
Era assim quando nós eramos miúdos, entretanto a formula pode ter mudado mas a ideia mantem-se.
Também agora é tempo de preparar a saída do estado de confinamento.
Preparação, preparação, preparação.
Neste período de contenção que não deve demorar mais de 4 ou 5 semanas, mas que tem de ser rigoroso (mais do que tem sido), é o tempo de preparação para a tal largada.
Preparação, preparação, preparação.
Neste período de contenção que não deve demorar mais de 4 ou 5 semanas, mas que tem de ser rigoroso (mais do que tem sido), é o tempo de preparação para a tal largada.
Temos aproveitado este tempo para essa preparação? Seja mental, seja no delinear de projectos, seja a tratar de condição condição física, etc? Ou apenas nos limitámos a lamentar o sucedido, e a procurar culpados?
Agora estamos nos abrigos (anti bomba corona), mas não vamos poder ficar eternamente por aqui, temos de voltar à normalidade (Maio?).
Entretanto haverá medicamentos que vão reduzir os riscos, mas mesmo assim teremos que proteger os mais frageis.
De qualquer forma haverá baixas, como em todas as guerras, só que nesta serão mais entre os mais velhos.
Entretanto haverá medicamentos que vão reduzir os riscos, mas mesmo assim teremos que proteger os mais frageis.
De qualquer forma haverá baixas, como em todas as guerras, só que nesta serão mais entre os mais velhos.
É tempo de preparação, pessoal, organizacional, institucional e politica.
Já nos atrasamos na primeira fase, num processo de contenção mal preparado, não podemos atrasar-nos outra vez, então no regresso à normalidade, seria demasiado caro e o que é caro significa sempre muitas vidas perdidas.
Prever e preparar para não improvisar.
Já nos atrasamos na primeira fase, num processo de contenção mal preparado, não podemos atrasar-nos outra vez, então no regresso à normalidade, seria demasiado caro e o que é caro significa sempre muitas vidas perdidas.
Prever e preparar para não improvisar.
Não seria de explicar desde já isso às pessoas? Não seria motivador para o sacrificio da contenção e para a preparação do futuro?
quarta-feira, 25 de março de 2020
E SE O COVID TIVER VINDO PARA FICAR?
Se assim for, e não houver nem vacina nem medicamento seguro, vamos mesmo ter de conviver com ele, não nos podemos esconder indefinidamente.
O confinamento faz sentido durante algum tempo, enquanto se procura "aplanar a curva", se espera por conhecer melhor o inimigo e ter o medicamento para o combater. Se nada disso acontecer, a única estrategia possivel é apostar na imunização da maioria da população.
Esperemos não chegar áquele ponto, já há sinais positivos em relação a medicamentos para o Covid, se assim for, vamos massificar o seu uso e voltar à normalidade.
terça-feira, 24 de março de 2020
PASSATEMPO??!!
A palavra passatempo sempre me pareceu disparatada, porque na verdade podemos estar descansados que o tempo passa, quer nós queiramos quer não.
De facto o que importa sempre é aproveitar o tempo e agora mais do que nunca.
Em vez de entediados procurarmos como passar o tempo, não seria mais logico nos perguntarmos como aproveitar este precioso tempo que ainda temos à nossa disposição?
Em vez de entediados procurarmos como passar o tempo, não seria mais logico nos perguntarmos como aproveitar este precioso tempo que ainda temos à nossa disposição?
sábado, 21 de março de 2020
SALAZAR E AS ILUSÕES DOS NEGOCIOS DO TURISMO
Há mais de trinta anos, num Conselho de Ministros (em que eu estava em representação do ministro) o assunto do potencial do turismo veio à baila, perante um certo mal estar dos elementos do Conselho, em parte pela personalidade invocada, mas também pela minha ousadia, eu relembrei o que Salazar dizia sobre esse assunto.
Salazar dizia que o turismo era um negocio perigoso porque era dificil ter a noção exacta dos seus ganhos, perdas e riscos, isto aliás na linha de também muitos pensadores de esquerda.
De um modo caricatural ele dizia qualquer coisa como "eles vêm nos seus aviões, andam nos seus automoveis, bebem o seu whisky e gastam outras coisas, como petroleo e bens de luxo, que nós importamos para eles, depois deixam-nos o lixo físico e "moral" ( a pratica de comportamentos que o Estado Novo gostaria de banir)".
De um modo caricatural ele dizia qualquer coisa como "eles vêm nos seus aviões, andam nos seus automoveis, bebem o seu whisky e gastam outras coisas, como petroleo e bens de luxo, que nós importamos para eles, depois deixam-nos o lixo físico e "moral" ( a pratica de comportamentos que o Estado Novo gostaria de banir)".
Inúmeras vezes eu tenho referido esta ideia para diversas audiências, sempre com a mesma gelada receptividade.
A galinha dos ovos de ouro tinha de estar acima de qualquer suspeita.
A galinha dos ovos de ouro tinha de estar acima de qualquer suspeita.
Chegámos à hora da verdade e as coisas não vão ser faceis.
Não é que o turismo não seja um bom negocio apesar daqueles problemas e da volatilidade potencial, o problema é que para a economia como um todo ele não é tão bom como se gosta dizer, porque nunca se calcula de facto o saldo real da balança do turismo ( entre o que ele deixa na nossa economia e o que nos obriga a importar em bens e serviços), isto para além das outras implicações sociais que ele envolve (e não me refiro aos problemas da moralidade Salazarista).
Não é que o turismo não seja um bom negocio apesar daqueles problemas e da volatilidade potencial, o problema é que para a economia como um todo ele não é tão bom como se gosta dizer, porque nunca se calcula de facto o saldo real da balança do turismo ( entre o que ele deixa na nossa economia e o que nos obriga a importar em bens e serviços), isto para além das outras implicações sociais que ele envolve (e não me refiro aos problemas da moralidade Salazarista).
Para além da conta corrente do deve e haver do turismo, existe o problema do imobilizado investido em actividades turisticas. Quem o financiou? Em que condições?
O problema volta assim a ser especialmente grave para o imobiliario. Será por aqui que nova crise financeira se poderá juntar à da economia real.
O problema volta assim a ser especialmente grave para o imobiliario. Será por aqui que nova crise financeira se poderá juntar à da economia real.
sexta-feira, 20 de março de 2020
COVID - AGORA É A VEZ DOS EUA?
Por enquanto os nºs parecem relativamente pequenos para a dimensão do país, no entanto, olhando mais atentamente, eles tornam-se um pouco assustadores,. O nº de infectados e de mortos está a crescer a taxas altas, quase do tipo das espanholas.
Se a situação não for rapidamente controlada, teremos em breve um quadro parecido com o Italiano e de uma dimensão imensa.
Caso a tendencia actual se mantenha, tudo será ainda mais grave por não existir nos EUA um sistema mínimamente sólido de saúde pública, isto para além dos problemas do urbanismo americano e das questões culturais.
Caso a tendencia actual se mantenha, tudo será ainda mais grave por não existir nos EUA um sistema mínimamente sólido de saúde pública, isto para além dos problemas do urbanismo americano e das questões culturais.
O desastre sanitario viria agravar imensamente a situação da economia mundial e até também a situação política.
É imprevisivel o que um Trump, acossado por uma situação de que ele é em parte responsavel, poderia vir a fazer.
É imprevisivel o que um Trump, acossado por uma situação de que ele é em parte responsavel, poderia vir a fazer.
Será que vamos ter a boa surpresa com um Trump a ser o líder à altura deste imenso problema?
quinta-feira, 19 de março de 2020
COVID - OS Nºs QUE REALMENTE IMPORTAM
Os valores que são mais divulgados são os respeitantes ao nº de infectados, esse nº, apesar de ser o mais popular, tem muitas limitações, quer por causa da "mania das projecções", quer porque ele pode variar por razões externas à real evolução da epidemia. Quando por exemplo, se aumenta muito o nº de testes realizados, o nº de infectados aumenta anormalmente, mesmo que nada de mais negativo se tenha passado nessa população.
Penso que quando a epidemia entra na fase em que começa a haver mortes, os valores mais significativos são o nº de mortos e o nº de infectados em estado grave
Esses nºs são já alarmantes em Itália e Espanha.
Na China nunca houve mais 150 mortos por dia, esses valores já foram ultrapassados por aquele dois países europeus (apesar de populações muito mais pequenas), tendo mesmo o nº diario de mortos em Italia andado perto dos 500 nos últimos dois dias.
Esses nºs são já alarmantes em Itália e Espanha.
Na China nunca houve mais 150 mortos por dia, esses valores já foram ultrapassados por aquele dois países europeus (apesar de populações muito mais pequenas), tendo mesmo o nº diario de mortos em Italia andado perto dos 500 nos últimos dois dias.
Nº Mortos + Nº Doentes graves:
China - 5.400
Italia - 5.900
Esp. - 1.600
Italia - 5.900
Esp. - 1.600
Note-se que a China não só é muito maior que os outros dois países, como ainda tem já o quadro completo da epidemia enquanto que nos outros países ela ainda está em fase de crescimento, isto embora todos esperemos que a dramatica situação de Italia comece a registar melhoria efectiva
terça-feira, 17 de março de 2020
PROJECÇÕES PARA TODOS OS GOSTOS
PROCURAR LER OS Nºs DA CHINA
PROCURAR LER OS Nºs DA CHINA
O debate está aberto com economistas, matematicos, epidemologistas, etc, a apresenarem diversos modelos que acabam por esclarecer muito pouco.
Que uma epidemia deixada "à solta" tem crescimento exponencial (e possívelmente até a taxas crescentes) é sabido por todos, os calculos ficam dificeis é quando passam a existir medidas eficazes de contenção.
Veja-se o caso da China:
22 Jan - 600 (casos activos)
11 Fev - 38.800 activos (crescimento de 1.600/dia no período)
12 Fev - 55.600 activos (PICO Diário14.000 novos infectados)
17Fev - 58.000 activos (cresimento de 500 por dia no período) - PICO do total de activos
16Mar - 9.000 activos (Diminuição de 1.750 por dia)
CONCLUSÃO - Projecções cada um faz as que quiser, como sempre o "papel aceita tudo"
Atenção- Os casos activos corresponde ao nº total de infectados, deduzido dos curados e dos mortos.
sábado, 14 de março de 2020
Nº DE INFECTADOS EM ITALIA JÁ SUPERA EM 5 VEZES OS DA CHINA (valores per capita)
A Europa parece continuar a minimizar o problema e quando toma medidas são sempre poucas e sempre demasiado tarde.
Em vários países europeus o crescimento do nº de infectados é superior a 10% ao dia, como sejam Italia, Suiça e Espanha, isto falando apenas dos países com maior nº de infectados.
Em vários países europeus o crescimento do nº de infectados é superior a 10% ao dia, como sejam Italia, Suiça e Espanha, isto falando apenas dos países com maior nº de infectados.
Abaixo vai o TOP MUNDIAL do nº de infectados per capita (nº de infectados por milhão de habitantes):
1º Italia 292
2º Noruega 191
3º Suiça 159
4º Coreia 158
5º Irão 152
6º Dinamarca 143
7º Espanha 127
10º Suecia 87
15º China 56
15º França 56
16º Alemanha 47
26º Portugal 17
2º Noruega 191
3º Suiça 159
4º Coreia 158
5º Irão 152
6º Dinamarca 143
7º Espanha 127
10º Suecia 87
15º China 56
15º França 56
16º Alemanha 47
26º Portugal 17
É de notar que apesar de Portugal ter ainda um valor relativamente baixo, tem vindo a subir sistematicamente no ranking mundial.
Apesar de o nosso governo finalmente ter acordado para o problema, não sabemos se, como é hábito, não terá sido pouco e demasiado tarde.
O nosso problema pode ser agravado pelo caso de Espanha, que parece estar numa situação gravíssima (explosiva?) e que tem um governo em estado de negação.
O nosso problema pode ser agravado pelo caso de Espanha, que parece estar numa situação gravíssima (explosiva?) e que tem um governo em estado de negação.
O CORONA MATA MAIS NO OCIDENTE? (Facebook 10/3/20)
São simples razões estatísticas que o explicam ou trata-se de algo diferente?
Considerando para calculo das taxas de mortalidade o nº de mortos a dividir pela soma de mortos e doentes curados, essas taxas dão os resultados seguintes:
Considerando para calculo das taxas de mortalidade o nº de mortos a dividir pela soma de mortos e doentes curados, essas taxas dão os resultados seguintes:
USA - 65%
França - 65%
Italia- 40%
UK 25%
Coreia 20%
Espanha 20%
Alemanha 10%
China 5%
H Kong 5%
França - 65%
Italia- 40%
UK 25%
Coreia 20%
Espanha 20%
Alemanha 10%
China 5%
H Kong 5%
Atenção- estes valores são calculados com base em número de casos que podem ainda ser pouco significativos na Europa e USA (salvo em Italia em que esses valores já são muito significativos)
E SE O PROBLEMA FOR OUTRO? (Facebook- 28/2/20)
O ECON-CORONA VIRUS?
O ECON-CORONA VIRUS?
Qual é de facto o risco de uma pandemia?
Os números relativos à quantidade de infectados parecem pouco alarmantes, olhemos para o nº de infectados por dia (a nível mundial) nos últimas dias:
Os números relativos à quantidade de infectados parecem pouco alarmantes, olhemos para o nº de infectados por dia (a nível mundial) nos últimas dias:
-11/13 Fev 9.600/dia
-13/18 Fev 4.140/dia
-18/24 Fev 830/dia
-13/18 Fev 4.140/dia
-18/24 Fev 830/dia
Claro que, para além daqueles números, se teme que alguns países, como é o caso do Irão, tenham poucas condições para lidar com o problema, o que poderia vir a agravar a situação global.
No entanto, julgo que os riscos potenciais mais importantes são sobretudo o de uma possível mutação do virus (talvez improvavel) e sobretudo a forma como se vai comportar a economia mundial.
A verdade é que o Corona está já a afectar profundamente a economia e pode levar à desarticulação total da economia mundial, se isso acontecer, vamos rapidamente estar num novo mundo, mundo esse em que provavelmente a China terá um papel ainda mais relevante.
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